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VAMOS APRENDER UM POUCO SOBRE POLÍTICA?

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Anualmente, são lançados dezenas de livros com temáticas voltadas para o marketing eleitoral e assuntos relacionados à política. Muitos despertam o imediato interesse, geram debates, comentários e se esgotam rapidamente. Mas, depois do frisson inicial, a maioria cai no esquecimento. Outros, pelo contrário, passam a ser referência nessa área.


Já li inúmeros e posso apresentá-los como sugestões, tanto para melhor esclarecimento do tema ou como material para turbinar a bagagem de quem estuda ou se interessa pelo tema. Um desses exemplos é “O Príncipe”, escrito por Nicolau Maquiavel, no longínquo ano de 1513. Já se passaram 499 anos, mas o seu conteúdo continua atual. O livro é uma referência; bastante procurado, consultado, comentado. É um verdadeiro tratado político; leitura obrigatória para quem atua na área ou quer iniciar o percurso pelos caminhos da política.

Ainda mais antigo e não menos importante é “A Arte da Guerra”. Escrito pelo filósofo chinês Sun Tsu, exatamente há 500 anos antes de Cristo, o livro do ‘general’ traz orientações e táticas para serem aplicados nas trincheiras dos negócios e no dia a dia das pessoas. Também enumera os pontos fracos e fortes “dos exércitos” e diz como manobrá-los. 

Pode-se dizer que A Arte da Guerra é um trabalho que já foi bastante odiado pela Direita (principalmente pelos militares mais antigos, linha dura, conservadores, pouco esclarecidos e pobres de erudição), que o definia como o “livrinho dos comunas”.

Charles de Montesquieu não fica de fora nessa época de efervescência política. O livro“Espírito das Leis”, a sua mais famosa obra, escrita em 1748, também é uma referência para a pesquisa e até para as leituras menos engajadas e comprometidas.

Mais recente é “A fabricação do rei. A construção da imagem pública de Luiz XIV”, de Peter Burke. O livro foi publicado em 1994 pela Jorge Zahar. Mostra aos menos avisados que os ex-presidentes Fernando Collor e Lula da Silva não foram  os inventores do marketing político. Burke mostra que os reis já dominavam o marketing político e utilizavam a propaganda para assegurar o poder. Que o diga Luiz XIV, que reinou mais de 70 anos sob um forte esquema de propaganda e manipulação da mídia da época.

Mas se você procura bons livros nessa área, poderá ler outros trabalhos, como o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, dos cucarachas Vargas Llosa (peruano), Carlos Alberto Montaner (cubano) e Plinio Apuleyo Mendonza (colombiano); “A Desobediência Civil” (Henry David Thoreau), “A República Inacabada” (Raymundo Faoro), “Coronelismo, Enxada e Voto” (Victor Nenes Leal), “Dois Tratados sobre o Governo” (John Locke), “Leviatã” (Thomas Hobbes), “Maquiavel, o Poder: História e Marketing” (José Nivaldo Júnior), “Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal” (Jose Paulo Netto) e o engraçadíssimo “Nunca antes na História deste País”, de Marcelo Tas, comentando as mais famosas frases creditadas ao ex-presidente Lula da Silva.

Boa leitura!

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